Mais uma grave momento das próteses de mama

Estamos vivendo um grave momento na Cirurgia Plástica.

As próteses da marca Silimed tiveram seu uso suspenso na Europa em setembro e esta semana no Brasil. Eu não uso as próteses da marca, mas uso os expansores de pele (usados em cirurgia reparadora) com grande frequência. A conheço há muitos anos. Não devemos nos assustar, é uma empresa séria e rapidamente deverá ter seu registro novamente. Fico triste em saber que mais uma vez a Cirurgia Plástica está na mídia de modo negativo. Mas fico feliz em saber que estamos zelando por nosso pacientes. Segue abaixo, informe da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica quanto o assunto.

NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, vem esclarecer aos seus membros sobre a Resolução da ANVISA, de número 2759, de 1° de outubro de 2015 (abaixo), que determina como medida de interesse sanitário, a interdição cautelar dos produtos fabricados pela empresa SILIMED INDUSTRIA DE IMPLANTES LTDA, nos seguintes termos:
1. A Agência reguladora brasileira – ANVISA, destaca nesta resolução, que não existem especificações técnicas de limites qualitativos e quantitativos, sobre partículas na superfície dos implantes mamários. As partículas citadas, são estéreis e não são micro-organismos, e comuns em todos os produtos médicos implantáveis, portanto, não apresentam potencial infeccioso.
2. Até o presente momento, não existe recomendação por parte da agência reguladora, sobre condutas a serem tomadas em relação aos pacientes portadores de implantes da marca SILIMED. Portanto, nenhuma necessidade de ação emergencial de conduta cirúrgica, para esses pacientes, deverá ser tomada. Recomenda-se a transmissão de tranquilidade perante a medida cautelar, de caráter provisório, da ANVISA.
3. Sugerimos como conduta a ser seguida pelos colegas, que envolva a relação cirurgião-paciente-SILIMED, a partir desta data:
· Não utilizar produtos da marca SILIMED, acatando a resolução da ANVISA;
· Em caso de cirurgia pré-agendada, em que foi concluída a venda do implante, com emissão de nota fiscal da Silimed, anterior a publicação da resolução (02/10/2015), recomendamos, além da não utilização do produto, que seu paciente solicite o reembolso perante a empresa.
A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, se solidariza com a parceira SILIMED e aguarda o desfecho positivo do caso.